quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um Apelo

Vamos todos, vamos que a hora é boa.
Não é preciso pressa, receio nem medo,
À medida que caminhamos entre pedras e azulejos,
E marcamos nossos passos com tinta recém pintada.

Que houve conosco?
Para onde fomos todos, para termos nos perdido assim?
Que houve com palavras e promessas,
Tantos planos para uma vida; tantas vidas em um plano?

Escutem agora, que me é um apelo.
Por que não voltamos para onde começamos?
Tragam suas memórias e desejos.
Há sempre tempo para tentar se resgatar passado.

Esperem! Pois a hora não tarda a chegar.
É cedo para quem quer, e tarde para quem já deixou.
Acelere a partida, a vida tem mais para dar,
E caso me atrase, diga que hora menos estarei lá.

Que me dizem? Ou, ao menos dizem algo?
O que escuto é silencio, ou apenas um protesto?
Mas protestos precisam de palavras,
Então por que não dizes as suas, para que eu possa dizer as minhas?

Que faço eu agora se te calas? Sinto-lhe a falta.
Mas quanto a isso nada posso fazer,
Pois já deixaste o passado no passado,
E neste mesmo me prendera calado.

Para onde fomos todos, repito?
Que houve conosco?
Não poderíamos apenas voltar?
Ou isso é pedir muito a quem nada diz?

Conseguiste! Agora choro e imploro:
Não me deixes, não me deixem.
Que me dizem de pintarmos com tinta nova esses azulejos velhos,
E fazer do pouco que nos resta o muito que nos sobra?

Alguém aí me escuta?

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