Dedicado à alguém que não vejo há tempos. Ou, se vejo, não falo.
"Desculpe se me pego pensando em você as vezes. Não é de propósito. É só o sertão, que é vida mas também é morte. É passado. É você, ou, pelo menos, uma parte de você. Não me entenda mal. Só tento preservar tua memória, sem pensar em todos os contras, claramente. Sinto sua falta, meu caro. Um amigo, um confidente. É difícil conservar memória, mesmo essa envolta em tanto amor. Carinho. Saudade. Nostalgia e morte. Desculpe o martírio. Te mato e ressuscito a todo instante. Mas é tudo que posso fazer. É o passado, a nostalgia, o sertão. Esse pedaço de vida e morte que me inunda a alma".
Cordisburgo. 06/09/2010
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