Protelar.
Um dos verdadeiros semblantes humanos. Um gesto, um momento, um fim. Às vezes, fruto de insegurança; outras, simplesmente resultado de se estar agarrado demais a algo, a ponto de não suportar qualquer mudança, por menor que esta seja.
Insegurança.
Monstro de formas ingratas que nos assombra, a todos, sem exceção. É fato, mente-se para enganar o ego quanto à esta falha. Mas está lá, presente, e se torna arquiteta de todas as incertezas que nos fazem arribar, apesar de nossas desesperadas tentativas de jamais esmorecer.
Confiança.
Representação do esforço supremo de toda uma nação, como indivíduo. Demanda tempo, solidez, estabilidade. E, em sua ausência, faz-se querer ter de volta todas as crenças já empregadas em algo, alguém; até o ponto de não restar nada, e tudo voltar ao início. Como relações.
...
De onde vem essa necessidade de se ater a algo, em determinado tempo-espaço? A busca pelos pequenos detalhes, que permeiam nossos relacionamentos e nos fazem mais fortes, ou fracos. Parece-me infindável. Desejo-te, sim. Como um todo, em suas partes, sutilezas e formas-de-ser. Quem dera soubesses quanto. Mas não, não agora, é impossível. Algo falta para o que se clama ser se consolidar, deixar de ser um vir-a-ser. Espero, não por muito, e anseio para que a ordem dos verbetes se altere.